Gestao Informatica

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Alojamento

A gestão dos recursos informáticos

A evolução dos computadores

As características e capacidades dos computadores tem evoluido duma forma exponencial desde o seu aparecimento.

Em termos históricos é habitual falar-se de 4 gerações mas a grande maioria das pessoas, só conhece os computadores pessoais que fazem parte da última geração.

Os computadores pessoais surgiram em 1978 com o Apple Macintosh e pouco depois com o PC da IBM. Desde então já aumentaram a sua capacidade de processamento em cerca de 2000 vezes e tem duplicado a sua capacidade em média de 2 em 2 anos.

Tipos de computadores existentes

Os computadores classificam-se de acordo com as suas capacidades e o tipo de utilização:

  • Micro-computadores – PC’s e Macintosh
  • Estações de trabalho – Existem mais para CAD e tratamento de imagens e vídeo. De resto têm sido substituidas por PC’s
  • Mini computadores – Por exemplo, o IBM AS/400. Nalguns casos têm sido substituidos por servidores mais “artilhados”.
  • Grandes sistemas – Por exemplo SUN E10000, IBM R/6000. A arquitectura e o desempenho são diferente dos PC’s. Permitem processar milhões de transações por dia e são usados por bancos, empresas de telecomunicações ou organizações tipicamente com mais de 500 empregados.
  • Super computadores – São sistemas criados à medida que tipicamente levam centenas ou milhares de processadores que trabalham em simultâneo.

A compra de um sistema informático

Comprar um computador para estar parado é dos piores investimentos que se pode fazer. Ao fim de um a dois anos o modelo está desactualizado, existindo modelos mais rápidos, mais baratos e com novas capacidades disponíveis.

Na compra deve-se ter em conta os seguintes factores:

  • Custo dos computadores
  • Custo dos programas
  • Manutenção do equipamento e programas
  • Custo da formação
  • Custo de utilização, erros e desastres

No processo de compra deverá procurar ajuda.

Se quiser pode comprar as peças e montar o seu próprio PC.

 Ver http://www.pcworld.com/features/article/0,aid,55674,00.asp

Custos dos computadores

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O custo dos computadores tem vindo sempre a descer para o mesmo nível de desempenho. Mas a tendência da evolução dos programas é de necessitarem de computadores cada vez mais potentes.

Novos componentes mais rápidos ou com maior capacidade, os chamados “topo de gama”, tem um preço de lançamento elevado. Quando começa a ser vendido em quantidades elevadas, tornando-se um produto corrente, o seu preço baixa rapidamente. No entanto, não convém comprar equipamentos que estejam para sair brevemente de comercialização. Neste caso se quiser comprar uma expansão de capacidade pode ser que já não encontre à venda expansões compatíveis com o seu computador.

Dentro dos vários componentes dos computadores pessoais, o disco e o processador são os que sofrem uma redução mais rápida de preço enquanto que nos ecrãs a redução é mais lenta. As impressoras têm uma redução de preço lenta mas têm tido  melhoramentos substânciais.

O custo de um componente como um processador é determinado pelo custo da investigação que deu origem ao mesmo mais o custo da fábrica necessária para o produzir. Quando estes custos estão pagos o seu custo reduz-se fortemente pois os custos do material necessário para o produzir são quase insignificantes.

Custo dos programas

Os custos dos programas é muitas vezes ignorado durante o processo de escolha e compra do computador. Mas sem os programas o computador não funciona.

Uma empresa pode usar programas genéricos ou necessitar de programas específicos feitos à “medida” da empresa. Estes últimos serão mais caros no momento de aquisição e poderão ter custos mais elevados de manutenção.

Com a evolução dos programas existentes no mercado é possível fazer grande parte das tarefas específicas usando programas como processadores de texto, folhas de cálculo e gestores de bases de dados. Ao comprar-se programas já existentes tem-se uma maior garantia de que esses programas irão continuar a ser mantidos e actualizados para novas versões dos sistemas operativos e garante-se a existência de algum apoio no caso de haver problemas com o software.

O Linux é um sistema operativo gratuito e existem vários programas igualmente gratuitos feitos para correr em Linux ou em Windows.

Manutenção do equipamento e programas

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Na compra do equipamento, em especial quando se prevê uma grande utilização deste, deve ser considerado o custo de manutenção.

É possível prolongar a vida de um computador através da substituição de partes do mesmo, o que pode ser uma boa alternativa à compra de novo equipamento. No entanto, se um computador já tem 4 ou 5 anos o custo da intervenção pode ser superior ao valor comercial do mesmo.

Ver Guia para o upgrade do computador

Também é necessário considerar uma verba para ir actualizando as versões dos programas que se estão a utilizar ou para pagar a manutenção de programas específicos desenvolvidos.

As falhas do equipamento podem ser previstas através de contratos de manutenção ou de extensões à garantia do equipamento. Na substitução de peças e em consumíveis, é normal que os vendedores apliquem margens elevadas.

Os consumíveis podem custar mais que o equipamento. No caso de uma impressora o custo da tinta gasta ao longo da sua vida útil pode ser superior ao custo da própria impressora.

Custos de formação

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O custo associado à aprendizagem das pessoas é, geralmente, superior ao preço dos programas e do computador. Além disso com a complexidade dos novos programas estes custos tendem a aumentar.

Este custo é dos factores principais que faz com que quando se estabelece um quase monopólio de um produto como o Microsoft Office (que detêm mais de 80% do mercado) as empresas muito dificilmente consideram outras ferramentas mesmo que estas sejam gratuitas.

O processo de aprendizagem deve ser faseado, estruturado em módulos, de acordo com a necessidade e interesse dos utilizadores. Uma pessoa que saiba utilizar bem um programa pode ter uma produtividade bem superior a outra com conhecimentos elementares.

Os auxíliares de formação, como sejam livros, ficheiros, vídeos, entre outros, desempenham um papel importante no acompanhamento da aprendizagem. A formação em sala diminui o tempo necessário ao domínio dos programas. A auto-formação no local de trabalho constitui um custo, regra geral não contabilizado, e que será tão mais importante quanto menor o apoio que os utilizadores tiveram.

Custos de utilização, erros e desastres

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Outro tipo de custos que normalmente são ignorados quando se adquire um sistema informático são os que estão associados à utilização do próprio sistema e à ocorrência de desastres.

Por exemplo, o custo associado ao trabalho de organizar, ao longo de um ano, o espaço em disco e as cópias de segurança da informação é já superior ao valor do próprio disco. Por vezes compensa ter um excesso de capacidade para evitar tanto trabalho de organização.

No caso de haver falhas do equipamento, ataques de vírus ou outros tipos de problemas, no mínimo, pode originar a perda de várias horas de trabalho e de quantidades variáveis de informação.

Auxiliares da escolha

As revistas de informática ou alguns vendedores são capazes de lhe explicar em detalhe a importância de alguns componentes.

Em termos de preços o melhor é consultar várias lojas antes de fazer a sua decisão. Os jornais que costumam trazer maior número de anúncios são “A Capital” e o “24 horas” no suplemento semanal das sextas feiras. Na página de ligações de informática tenho a indicação de várias lojas e vários sites onde poderá encontrar análises detalhadas sobre vários tipos de componentes. Na escolha da marca deverá ter em conta a assistência do vendedor.

Se for uma pequena empresa pode ir para PC’s de marca branca mas opte por um vendedor com um bom serviço de assistência técnica e que tenha já algum historial.

Se estiver numa organização grande deverá fugir das “empresas vão de escada” e deverá trabalhar só com um ou dois fornecedores para assegurar uma certa uniformidade do parque informático.

Em termos práticos pode considerar para casa 3 tipos de configuração (Fevereiro/2004):

  • Sistema básico (cerca de 400 euros)-
    O custo do modelo básico que é possível ser encontrado à venda. Processador a 2 Ghz, 40 gb de disco, 256 mb RAM, CDRW e monitor de 17 polegadas. Normalmente a diferença para um sistema em 2ª mão já não compensa. Tenha em conta se pode descontar parte do valor no IRS. A motherboard poderá ter incluida a placa gráfica, a placa de som, o modem e a placa de rede.
  • Sistema avançado
    Colunas mais poderosas, gravador de DVD’s, ecrã TFT, discos com mais capacidade, mais memória, melhores placas gráficas, sintonizadores de televisão, impressora multifuncional, ratos e teclados sem fios, etc.
  • Portátil (a partir de 1000 euros até 2000 euros)
    As funcionalidades do sistema básico com um ecrã TFT e a possibilidade de levar o computador para qualquer sítio.

Qualquer computador acima de 600 mhz no processador é capaz de correr a maior parte das aplicações mais utilizadas.

Escolha da marca

Em termos de marcas tem que ter em atenção a garantia, a fiabilidade do equipamento e a assistência que lhe pode ser dada pelo vendedor. O computador com marca costuma ser mais caro, menos potente mas contém melhores manuais e dá melhor assistência. Em termos de empresas as principais marcas costumam ter melhores condições de financiamento.

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